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Björk relata abusos e diz ter sido “castigada” por Lars von Trier; diretor rebate acusações

Com a onda de denúncias de assédio sexual contra o produtor cinematográfico Harvey Weinstein em Hollywood, muitas atrizes tiveram coragem de relatar casos em que sofreram algum tipo de abuso. Neste domingo (15), Björk foi mais uma que se manisfestou sobre o assunto, relatando que sofreu assédio de um “diretor dinamarquês”, que muitos acreditam que seja o Lars von Trier, o único cineasta dinamarquês com quem a cantora trabalhou, quando protagonizou o filme “Dançando no Escuro” em 2000.

i am inspired by the women everywhere who are speaking up online to tell about my experience with a danish director ….

Publicado por Björk em Domingo, 15 de outubro de 2017

Numa publicação do Facebook, ela escreveu: “Estou inspirada pelas mulheres de todos os lugares do mundo que estão se manifestando online para falar sobre minha experiência com um diretor dinamarquês. Eu venho de um país que é um dos lugares mais próximos da igualdade entre os sexos no mundo e, a partir do momento em que eu venho de uma posição de força no mundo da música, com uma independência duramente conquistada, ficou extremamente claro para mim quando entrei na profissão de atriz que minha humilhação e papel como uma menor sexualmente assediada era a norma e que se colocava uma pedra em cima disso, com o diretor e uma equipe de dezenas de pessoas que o capacitaram e encorajaram. Eu percebi que é uma coisa universal que um diretor possa tocar e assediar suas atrizes à vontade e a instituição do filme o permite. Quando eu repetidamente impedi que o diretor fizesse algo, ele se irritou, me castigou e criou para sua equipe uma impressionante rede de ilusão onde eu era vista como a difícil. Por causa da minha força, minha grande equipe e porque eu não tinha nada a perder e nem ambições no mundo da atuação, me afastei e me recuperei em um ano. Estou preocupada com o fato de que outras atrizes trabalhando com o mesmo homem não o fizeram. O diretor estava totalmente ciente desse jogo e estou certa de que o filme que ele fez depois foi baseado em suas experiências comigo. Porque eu fui a primeira que se deparou com ele e não deixou isso passar. E na minha opinião, ele teve um relacionamento mais justo e significativo com suas atrizes depois do meu confronto, então ainda há esperança.
Espero que esta declaração apoie as atrizes e atores de todo o mundo.
Vamos parar isso!
Há uma onda de mudanças no mundo!
Bondade!
Björk
“.

Nesta segunda-feira (16), com seu nome envolvido no caso, Von Trier resolveu se defender das acusações de assédio. Ao jornal dinamarquês Jylannds Posten, ele apenas afirmou “que não foi o caso”, acrescentando que Björk entregou uma das melhores performances de todos os seus filmes. Peter Aalbaek Jensen, agente do cineasta, também negou as acusações da cantora. “Pelo que eu lembro, fomos vítimas. Aquela mulher era mais forte que Lars von Trier e eu e nossa empresa juntos“, disse.

Com “Dançando no Escuro”, Lars Von Trier ganhou o prêmio Palma de Ouro no Festival de Cannes, de 2000, e Björk levou a estatueta de melhor atriz.

por Raphael Amador, 16 de outubro de 2017

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